
Dor lombar é uma das queixas mais comuns nos consultórios médicos. Mas, apesar de tão frequente, ela ainda é muitas vezes subestimada ou mal interpretada, o que atrasa diagnósticos importantes e leva a tratamentos desnecessários, às vezes até cirurgias evitáveis.
Nem todo caso de dor lombar é só “coluna cansada” ou hérnia de disco. Em algumas pessoas, principalmente adultos jovens, a dor pode ser sinal de uma doença inflamatória chamada espondilite anquilosante, ou melhor dizendo, espondiloartrite axial, que atinge a coluna e as articulações sacroilíacas.
Se você sofre de dor lombar há muito tempo, é jovem, já passou por vários médicos da coluna, tentou diferentes tratamentos e mesmo assim a dor não melhora como deveria, este texto pode lhe ajudar. 💡
Aqui eu vou explicar quando a dor lombar merece investigação com reumatologista e contar a história real de um paciente que passou por cirurgia de coluna sem necessidade porque o verdadeiro problema não foi reconhecido a tempo.
A história de um paciente que operou a coluna… mas não precisava
Imagine um homem de 28 anos, saudável, ativo, que começa a sentir uma dor lombar persistente. Ele procura um um médico, faz uma ressonância da coluna lombar, e o laudo aponta algumas protusões discais e uma hérnia de disco.
Algo comum, certo?
O tratamento segue o caminho habitual: medicamentos, fisioterapia, repouso. Ele acredita que está sendo bem cuidado por um médico da coluna, mas a dor continua.
Com o tempo, ele é convencido de que precisa de uma cirurgia de artrodese da coluna, aquele procedimento em que se colocam parafusos e hastes metálicas para “fixar” as vértebras. E a cirurgia é feita.
Mas a dor persiste. Nada muda.
Dez anos depois, ele passa por uma avaliação mais cuidadosa no nosso ambulatório do Hospital Universitário Walter Cantídio.
As radiografias são claras: ele apresenta sacroiliíte avançada e pontes ósseas entre as vértebras, a clássica coluna em bambu.O diagnóstico não deixa dúvidas: Espondilite Anquilosante.
O diagnóstico não deixa dúvidas: espondilite anquilosante.
Descobrimos, portanto, que o que ele tinha desde o início não era uma hérnia de disco simples, mas sim uma espondilite anquilosante, uma doença inflamatória que afeta a coluna e as articulações sacroilíacas.
Hoje, com o diagnóstico correto, ele faz uso de medicação biológica anti TNF e leva uma vida praticamente sem dor.
Mas carrega, para sempre, os metais da artrodese, que talvez nunca tivessem sido necessários.

Quem é o médico que avalia dor lombar crônica e diagnostica espondilite anquilosante?
O reumatologista.
Diante de uma dor lombar persistente, que não melhora com repouso, que atrapalha o sono e que aparece ainda na juventude, o especialista mais preparado para investigar a causa e chegar ao diagnóstico correto é o reumatologista.
Isso porque a espondilite anquilosante (ou espondiloartrite axial) não é uma doença ortopédica, apesar de afetar a coluna. Ela é uma doença inflamatória sistêmica, que exige uma avaliação clínica aprofundada, análise de padrões de dor, exames direcionados e, muitas vezes, experiência com esse tipo de caso.
💡 Muitos pacientes passam por diversos profissionais antes de chegar ao diagnóstico — e a demora pode trazer sequelas, sofrimento e até cirurgias desnecessárias.
Tenho orgulho de dizer que coordeno, há mais de 10 anos, o Ambulatório de Espondiloartrites do Hospital Universitário Walter Cantídio, vinculado à Universidade Federal do Ceará (UFC).
Lá, acompanho semanalmente pacientes com espondilite anquilosante, artrite psoriática e outras formas de espondiloartrite, com foco na formação de residentes e atendimento humanizado de alta qualidade.
Essa experiência acadêmica e prática aprofunda ainda mais minha escuta e meu cuidado com pacientes que sofrem com esse tipo específico de dor — muitas vezes silenciosa, negligenciada e mal compreendida.
Quem é o Dr. Francisco Saraiva?
O Dr. Francisco Saraiva é médico reumatologista com mais de 20 anos de experiência, reconhecido por unir conhecimento técnico com escuta atenta, empatia e compromisso com o cuidado integral.

📚 Uma trajetória construída com excelência
Desde o início da carreira, buscou os melhores centros de formação médica do Brasil:
- Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC)
- Residência em Clínica Médica pela USP
- Residência em Reumatologia pela USP
- Doutorado em Reumatologia pela USP
Logo ao retornar de São Paulo para Fortaleza, foi rapidamente integrado ao ensino e à formação de novos médicos:
- Ingressou como preceptor da residência em Reumatologia do Hospital Universitário Walter Cantídio (UFC)
- Foi professor adjunto da Universidade Federal do Ceará por mais de uma década
- Atualmente é professor da UNINTA e segue como preceptor da residência da UFC
💬 O que diferencia o cuidado do Dr. Francisco?
Mais do que títulos e formação de ponta, o Dr. Francisco oferece um atendimento:
- Acolhedor: com tempo para escutar o paciente
- Explicativo: com orientação clara sobre diagnóstico e tratamento
- Disponível: tira dúvidas mesmo após a consulta, quando necessário
- Humanizado: com empatia, atenção e respeito
- Inspirado por valores cristãos, oferecendo cuidado integral com base em ciência, fé e compaixão
⭐ Veja o que dizem os pacientes:








Hérnia de disco não é vilã sozinha — e pode enganar

A imagem da hérnia de disco como a maior culpada da dor na coluna está ultrapassada. Vários estudos mostram que hérnias de disco e protusões discais são comuns em pessoas assintomáticas, ou seja, que não apresentam dor na coluna, principalmente com o passar da idade.
Pode parecer estranho, mas se pegarmos pessoas sem dor na coluna e fizermos uma ressonância da coluna destas pessoas, muitas terão uma hérnia de disco que não causa qualquer problema.
📊 Para você ter uma ideia, um grande estudo de revisão com exames de ressonância em pessoas sem dor lombar mostrou que a presença de hérnia de disco assintomática, isto é, sem dor na coluna, é muito comum — e aumenta com a idade:
| Idade | Pessoas com hérnia de disco assintomática |
|---|---|
| 20 anos | 29% |
| 30 anos | 31% |
| 40 anos | 33% |
| 50 anos | 36% |
| 60 anos | 38% |
| 70 anos | 43% |
| 80 anos | 43% |
Ou seja: quase metade dos idosos sem dor têm hérnia de disco na imagem, e isso não significa doença.
➡️ Por isso, ver uma hérnia na ressonância não quer dizer que ela esteja causando a dor. Esse é um dos grandes erros na abordagem da dor lombar:
ver a imagem… e não ver o paciente.
Como deve ser a avaliação correta da dor lombar?

A dor lombar pode ter várias causas, e a abordagem inicial deve ser cuidadosa, especialmente quando não há sintomas neurológicos associados, como dormência, formigamento ou perda de força nas pernas.
Gosto de seguir este raciocínio simples, que compartilho com meus pacientes e alunos:
1️⃣ Avaliar os “red flags” — sinais de alerta
Se a dor lombar vem acompanhada de:
- Febre
- Perda de peso inexplicada
- Dor noturna que não melhora com repouso
É preciso investigar causas graves, como:
- Infecções da coluna (ex: espondilodiscite)
- Fraturas vertebrais por osteoporose
- Metástases de câncer
- Doenças inflamatórias autoimunes, como a espondilite anquilosante
2️⃣ Investigar causas não ortopédicas
Nem toda dor lombar vem da coluna. Algumas condições clínicas simulam lombalgia:
- Cólica renal, pielonefrite
- Aneurisma ou dissecção da aorta abdominal
- Endometriose ou outras doenças ginecológicas
- Pancreatite
- Zóster antes das lesões
- Pneumonia basal
- Fibromialgia (dor difusa + fadiga + sono ruim)
É por isso que o reumatologista, por ser clínico por excelência, está capacitado a avaliar essas possibilidades de forma abrangente e criteriosa.
3️⃣ Quando há sintomas neurológicos, sim: pense em hérnia de disco
A hérnia de disco só deve ser levada realmente a sério como causa de dor quando está comprimindo nervos, causando sintomas como:
- Ciatalgia ( popularmente conhecida como dor ciática)
- Dormência
- Fraqueza muscular
- Alterações de reflexos
O que é espondilite anquilosante (ou espondiloartrite axial)?

Depois de entender quando a dor lombar pode ser causada por hérnia de disco ou quando é uma lombalgia comum, é hora de falar sobre uma causa que muitas vezes passa despercebida: a espondilite anquilosante, ou como hoje preferimos chamar, espondiloartrite axial.
📌 Esse nome diferente pode parecer complicado, mas a ideia é simples: trata-se de uma doença inflamatória crônica que atinge principalmente a coluna vertebral e a base das costas, bem ali nas articulações sacroilíacas, que ficam logo acima das nádegas.
Uma doença autoimune: o que isso significa?
A espondilite anquilosante é uma doença autoimune. Isso quer dizer que o sistema imunológico, que deveria nos proteger, começa a atacar por engano algumas partes do nosso próprio corpo — nesse caso, principalmente as articulações da coluna.
⚠️ Ao invés de combater vírus e bactérias, o corpo provoca uma inflamação contínua nas articulações, como se houvesse uma “ferida interna” que nunca cicatriza. Com o tempo, essa inflamação pode gerar dor, rigidez, inchaço e até fusões entre as vértebras, prejudicando a mobilidade da coluna.
O papel das articulações sacroilíacas e da sacroiliíte
As articulações sacroilíacas são estruturas profundas, localizadas entre a base da coluna e os ossos da bacia, logo acima das nádegas. São elas que sustentam o peso do tronco e transmitem o movimento entre o quadril e a coluna.
Na espondiloartrite axial, essas articulações são o primeiro e principal alvo da inflamação. Quando estão inflamadas, chamamos isso de sacroiliíte — e esse é um dos achados mais importantes para fechar o diagnóstico da doença.
A sacroiliíte pode causar:
- Dor lombar baixa, muitas vezes nas nádegas
- Dor que piora ao repousar e melhora com movimento
- Sensação de rigidez ao acordar pela manhã
📍 Um detalhe importante: como essas articulações ficam mais “escondidas”, muitos exames comuns, como a ressonância da coluna lombar, não as mostram. Por isso, quando há suspeita de espondilite, o exame mais indicado é a ressonância magnética das sacroilíacas, que consegue ver sinais precoces de inflamação (como o edema ósseo).
⚠️ Sem evidência de sacroiliíte (clínica ou por imagem), não é possível fazer o diagnóstico de espondiloartrite axial, mesmo que a dor tenha todas as outras características.
E o que significa “anquilosante”?
A palavra anquilosante vem do grego ankylos, que significa “rígido” ou “duro”.
Esse termo foi usado porque, nos casos mais graves e sem tratamento adequado, a inflamação crônica da espondilite pode fazer com que as vértebras comecem a se fundir umas às outras, formando verdadeiras “pontes” de osso entre elas.
O resultado disso é a perda de flexibilidade da coluna, que pode ficar rígida, curvada e com pouca mobilidade. Em alguns casos avançados, o paciente pode ter dificuldade até para olhar para os lados ou levantar a cabeça.
💡 Mas atenção: com diagnóstico precoce e tratamento adequado, essa rigidez pode ser evitada. Hoje, com os medicamentos modernos e o acompanhamento com fisioterapia, a maioria dos pacientes consegue manter a coluna funcional e com boa qualidade de vida.
Como essa dor costuma aparecer?
A dor da espondilite não é qualquer dor lombar. Ela tem características bem específicas, que ajudam a diferenciar:
- Dor lombar que começa devagar e vai piorando com o tempo
- Sensação de rigidez ao acordar, como se a coluna estivesse “enferrujada”
- Melhora com o movimento e piora quando a pessoa fica parada
- Dor nas nádegas, muitas vezes alternando de um lado para o outro
Essa dor costuma começar antes dos 40 anos, em pessoas jovens e aparentemente saudáveis — por isso, é comum demorar para que alguém desconfie da verdadeira causa.
Mas a doença não afeta só a coluna
Como se trata de uma condição sistêmica, ou seja, que atinge o corpo como um todo, a espondiloartrite axial pode apresentar sintomas em outras partes além da coluna. Por exemplo:
- Artrite em joelhos, tornozelos ou outras articulações 🦵
- Dor no calcanhar ou no tendão de Aquiles — chamada de entesite 👣
- Inflamação nos olhos, chamada de uveíte anterior 👁️
(causa vermelhidão, dor ocular, visão embaçada e sensibilidade à luz) - Associação com doenças de pele, como a psoríase 🧴
- Relação com doenças intestinais inflamatórias, como a doença de Crohn ou a retocolite ulcerativa
📌 Por isso, muitos pacientes com espondilite acabam passando por vários especialistas (ortopedista, oftalmologista, gastroenterologista, dermatologista) até chegarem ao diagnóstico correto com o reumatologista.
E o que é o tal HLA-B27?
O HLA-B27 é um marcador genético — uma espécie de “pista” no exame de sangue que indica maior risco de desenvolver a doença.
🔍 Cerca de 80% das pessoas com espondilite anquilosante têm esse marcador positivo. Mas é importante entender:
- Ter HLA-B27 não significa que você vai ter a doença
- Algumas pessoas saudáveis também têm esse marcador e nunca terão nenhum sintoma
- E há pacientes com espondilite que não têm o HLA-B27 positivo
💡 Por isso, o HLA-B27 é apenas uma peça do quebra-cabeça. Ele ajuda muito no diagnóstico quando a história clínica é compatível.
E o histórico familiar?
Outro fator importante é a genética. Se você tem alguém na família com espondilite anquilosante, uveíte, psoríase ou doença inflamatória intestinal, isso aumenta suas chances de ter a mesma condição.
➡️ Por isso, na consulta, o reumatologista sempre pergunta sobre doenças autoimunes na família. Essas informações ajudam a ligar os pontos e chegar ao diagnóstico com mais segurança.
✅ Como saber se minha dor pode ser inflamatória?
Aqui está um checklist simples e direto. Se você responder “sim” a pelo menos 4 dessas perguntas, pode estar diante de uma espondiloartrite axial:
☑️ A dor começou antes dos 40 anos?
☑️ A dor começou devagar e foi piorando com o tempo?
☑️ Você tem dor nas costas há mais de 3 meses?
☑️ Sente que melhora com exercício e piora com repouso?
☑️ Já acordou à noite por causa da dor?
☑️ Tem rigidez matinal que dura mais de 30 minutos?
☑️ Já teve inflamação nos olhos, psoríase ou doença intestinal?
☑️ Tem alguém na família com doenças parecidas?
👉 Se essas frases soam familiares, vale muito a pena marcar uma avaliação com um reumatologista.
Tratamento da espondiloartrite axial: controlar a inflamação e manter o corpo em movimento
O tratamento é feito para:
✔️ Reduzir a dor
✔️ Controlar a inflamação
✔️ Preservar a mobilidade da coluna
✔️ Prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida
Ele combina:
1. Anti-inflamatórios (AINEs)
Aliviam a dor e a rigidez, principalmente nas fases iniciais.
2. Medicamentos biológicos (anti-TNF, anti-IL-17)
Reduzem a inflamação de forma mais intensa. São usados quando os AINEs não são suficientes.
3. Inibidores de JAK
São comprimidos mais recentes que ajudam a controlar a doença em casos específicos.
4. Atividade física e fisioterapia
Indispensáveis! O movimento ajuda a manter a flexibilidade da coluna e faz parte do tratamento tanto quanto os remédios.
E quando é mesmo que a hérnia de disco é um problema? Vamos falar de ciática

Em alguns casos, sim, a dor lombar tem origem clara em uma hérnia de disco — especialmente quando ela está comprimindo um nervo, provocando a famosa ciatalgia ou popularmente conhecida como dor ciática ou dor no ciático.
📌 A ciatalgia é aquela dor que começa na lombar e irradia para a perna, podendo vir acompanhada de:
- Formigamento ou dormência 🦵⚡
- Sensação de queimação
- Fraqueza muscular na perna ou no pé
- Diminuição de reflexos
Esse tipo de dor tem um componente chamado neuropático — ou seja, envolve o nervo inflamado ou comprimido — e exige uma abordagem diferente da dor lombar comum.
O tratamento clínico funciona na maioria dos casos
A boa notícia é que a grande maioria dos casos de dor ciática por hérnia de disco melhora sem cirurgia.
O tratamento inicial inclui:
- Anti-inflamatórios (AINEs), para controlar a dor aguda
- Medicações para dor neuropática, como os antidepressivos tricíclicos (ex: amitriptilina) e anticonvulsivantes como a pregabalina
- Fisioterapia, com exercícios de alongamento, reeducação postural e técnicas de alívio da compressão
- Cuidados posturais e pausa de atividades que piorem os sintomas
Na maior parte dos casos, com paciência e tratamento bem conduzido, a dor vai diminuindo progressivamente. Em até 90% das situações, é possível evitar a cirurgia com um bom manejo clínico. 🙌
E quando é que a cirurgia é indicada?
A cirurgia da hérnia de disco é indicada em situações mais específicas, como:
- Dor intensa e persistente, sem melhora com tratamento clínico adequado por várias semanas
- Déficits neurológicos progressivos (como perda de força significativa)
- Comprometimento grave da qualidade de vida
Mesmo nesses casos, a decisão deve ser tomada com cautela, e após avaliação conjunta com ortopedista ou neurocirurgião, sempre considerando as opções clínicas e o desejo do paciente.
💡 Ou seja: hérnia de disco não é sinônimo de cirurgia. Na maioria das vezes, é possível evitar procedimentos invasivos com uma abordagem médica criteriosa, centrada no paciente — e com o devido tempo para que o corpo se recupere.
Se não for nada disso? Pode ser “lombalgia comum”

Depois de descartadas as causas graves, inflamatórias, neurológicas ou clínicas, entramos na situação mais frequente de todas: a lombalgia inespecífica, também chamada de lombalgia mecânica ou simplesmente lombalgia comum.
O nome “inespecífica” não significa que a dor não exista — muito pelo contrário. Quer dizer apenas que não há uma causa estrutural clara identificável nos exames, como uma inflamação, infecção ou hérnia compressiva.
Esse tipo de dor está relacionado a fatores como:
- Má postura ou ergonomia inadequada no dia a dia 🪑
- Sedentarismo 📉
- Ganho de peso ⚖️
- Enfraquecimento da musculatura abdominal e paravertebral 🧘
- Estresse emocional e distúrbios do sono 😴
O tratamento, nesses casos, deve ser multifatorial e baseado em mudança de hábitos, e não centrado apenas em remédios ou exames.
As principais estratégias são:
- Analgésicos simples (como paracetamol ou dipirona) ou anti-inflamatórios de curto prazo 💊
- Exercícios físicos regulares, especialmente fortalecimento do core e alongamentos 🏋️
- Correção da postura e ergonomia no trabalho e em casa 🪑💻
- Fisioterapia com orientação postural e técnicas de reeducação do movimento 🧑⚕️
- Perda de peso, quando necessário ⚖️
- Técnicas de manejo do estresse, como meditação, psicoterapia ou melhora do sono 🌿
A boa notícia é que a maioria das lombalgias inespecíficas melhora com essas medidas simples e progressivas. Mas o segredo está em persistir e não cair na armadilha de ficar apenas pulando de exame em exame ou esperando um remédio milagroso.
E, claro: quando a dor persiste ou foge do padrão, é hora de investigar mais a fundo. O reumatologista pode ajudar você a entender o que está por trás da sua dor e indicar o melhor caminho de tratamento.
Conclusão: sua dor tem explicação — e merece cuidado
Nem toda dor nas costas é causada por má postura, esforço físico ou hérnia de disco. A verdade é que a dor lombar crônica, especialmente em pessoas jovens, precisa ser levada a sério.
✅ Pode ser uma hérnia de disco? Pode.
✅ Pode ser apenas uma lombalgia comum? Também.
✅ Mas pode ser algo muito mais importante — como a espondiloartrite axial, uma doença inflamatória autoimuneque, quando diagnosticada precocemente, tem tratamento eficaz e pode ser controlada com qualidade de vida.
💡 E quanto antes você tiver um diagnóstico correto, mais cedo poderá evitar sequelas, cirurgias desnecessárias e anos de sofrimento.
Se você tem dor que piora em repouso, melhora com movimento, acorda à noite por causa da dor, sente rigidez pela manhã ou tem histórico familiar de doenças autoimunes, não ignore os sinais do seu corpo.
Leia mais:
Sociedade Brasileira de Reumatologia: espondiloartrites