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Dr. Francisco Saraiva

Pessoa com dor lombar

Dor lombar persistente em jovens adultos merece atenção.


Quando a dor se prolonga por meses, não melhora como esperado e começa a interferir na rotina, no trabalho e até nos momentos de descanso, é importante considerar que a causa pode ir além de uma simples sobrecarga da coluna ou de uma hérnia de disco.

Em algumas pessoas, esse tipo de dor está relacionado a uma doença inflamatória chamada espondilite anquilosante, também conhecida como espondiloartrite axial.
Trata-se de uma condição que afeta a coluna e a região mais baixa das costas, provocando dor contínua e limitação ao longo do tempo.

Muitos pacientes relatam que, com o passar dos meses ou anos, passam a conviver com a dor como se ela fizesse parte da vida.
Reduzem atividades, evitam certos movimentos, sentem mais cansaço ao longo do dia e percebem que o corpo já não responde como antes.

Nessas situações, investigar a causa da dor com mais atenção ajuda a evitar tratamentos que não resolvem o problema

O que é espondilite anquilosante (ou espondiloartrite axial)?

Imagem anatômica das articulações sacroilíacas

A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica que afeta a coluna.


Diferente das dores comuns nas costas, ela não surge por esforço isolado ou má postura. O problema está em um processo de inflamação persistente que acontece dentro do próprio corpo.

Quando essa inflamação não é reconhecida, a dor deixa de ser esporádica e passa a acompanhar o dia a dia.
Ela vai e volta, muda de intensidade, mas nunca desaparece por completo.

Com o tempo, isso começa a gerar consequências práticas:


Atividades simples passam a exigir mais esforço. O corpo cansa mais rápido. A dor interfere no trabalho, no lazer e até nos momentos de descanso. Muitas pessoas relatam dificuldade para ficar sentadas por muito tempo, dirigir, viajar ou simplesmente relaxar sem desconforto.

Por ser uma doença que se instala de forma lenta, a espondilite muitas vezes não é identificada logo no início.
Não é raro o paciente passar bastante tempo tratando a dor como se fosse apenas “problema de coluna”, sem que a causa real seja identificada e o tratamento adequado seja iniciado.

Quando isso acontece, a inflamação segue ativa.
E inflamação ativa, ao longo do tempo, pode levar à perda de mobilidade, limitação funcional e piora progressiva da qualidade de vida.

A boa notícia é que, quando o diagnóstico é feito corretamente, a doença pode ser controlada.
O tratamento adequado permite reduzir a inflamação, aliviar a dor e preservar a função da coluna.

Qual é o médico que avalia dor lombar crônica e diagnostica espondilite anquilosante?

O reumatologista.

Diante de uma dor lombar persistente, que não melhora com repouso, que atrapalha o sono e que aparece ainda na juventude, o especialista mais preparado para investigar a causa e chegar ao diagnóstico correto é o reumatologista.

Isso porque a espondilite anquilosante não é uma doença ortopédica, apesar de afetar a coluna. Ela é uma doença inflamatória sistêmica, que exige uma avaliação clínica aprofundada, análise de padrões de dor, exames direcionados e, muitas vezes, experiência com esse tipo de caso.

Muitos pacientes passam por diversos profissionais antes de chegar ao diagnóstico — e a demora pode trazer sequelas, sofrimento e até cirurgias desnecessárias.

Tenho orgulho de dizer que coordeno, há mais de 10 anos, o Ambulatório de Espondiloartrites do Hospital Universitário Walter Cantídio, vinculado à Universidade Federal do Ceará (UFC).


Lá, acompanho semanalmente pacientes com espondilite anquilosante, artrite psoriática e outras formas de espondiloartrite, com foco na formação de residentes e atendimento humanizado de alta qualidade.

👨‍⚕️ Quem é o Dr. Francisco Saraiva?

O Dr. Francisco Saraiva é médico reumatologista com mais de 20 anos de experiência, reconhecido por unir conhecimento técnico com escuta atenta, empatia e compromisso com o cuidado integral.

Dr Francisco Saraiva, reumatologista em Fortaleza, especialista em espondilite anquilosante

📚 Uma trajetória construída com excelência

Desde o início da carreira, buscou os melhores centros de formação médica do Brasil:

  • Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Residência em Clínica Médica pela USP
  • Residência em Reumatologia pela USP
  • Doutorado em Reumatologia pela USP

Logo ao retornar de São Paulo para Fortaleza, foi rapidamente integrado ao ensino e à formação de novos médicos:

  • Ingressou como preceptor da residência em Reumatologia do Hospital Universitário Walter Cantídio (UFC)
  • Foi professor adjunto da Universidade Federal do Ceará por mais de uma década
  • Atualmente é professor da UNINTA e segue como preceptor da residência da UFC

💬 O que diferencia o cuidado do Dr. Francisco?

Mais do que títulos e formação de ponta, o Dr. Francisco oferece um atendimento:

  • Acolhedor: com tempo para escutar o paciente
  • Explicativo: com orientação clara sobre diagnóstico e tratamento
  • Disponível: tira dúvidas mesmo após a consulta, quando necessário
  • Humanizado: com empatia, atenção e respeito
  • Inspirado por valores cristãos, oferecendo cuidado integral com base em ciência, fé e compaixão

⭐ Veja o que dizem os pacientes:

Como a espondilite costuma se manifestar no dia a dia

Mulher com dores na lombar.

A espondilite anquilosante não aparece de forma igual em todas as pessoas.
Os sintomas variam de intensidade e podem mudar ao longo do tempo, o que muitas vezes confunde e atrasa o reconhecimento do problema.

Na maioria dos casos, a dor não surge de repente.


Ela começa aos poucos, persiste por meses ou anos e passa a acompanhar a rotina. Não é uma dor que some completamente. Ela vai e volta, muda de intensidade, mas costuma estar presente no dia a dia.

Com o passar do tempo, essa dor começa a gerar consequências práticas.
No consultório, é comum ouvir relatos como:

  • Dor nas costas que acompanha o dia, com períodos de piora e melhora
  • Dificuldade para permanecer muito tempo sentado, em pé ou na mesma posição
  • Desconforto ao dirigir, trabalhar ou tentar relaxar
  • Redução gradual das atividades físicas e de lazer
  • Adaptação da rotina em função da dor, muitas vezes sem perceber

Além da dor, muitos pacientes descrevem um cansaço frequente, que não está necessariamente ligado ao esforço físico.
É um desgaste contínuo, resultado de conviver com inflamação e desconforto ao longo do dia.

Como esses sinais se instalam de forma lenta e progressiva, não é raro que sejam atribuídos a estresse, excesso de trabalho ou “problema de coluna”.
Isso faz com que muitas pessoas convivam com os sintomas por bastante tempo antes de chegar ao diagnóstico correto.

Como saber se minha dor pode ser espondilite?

Existem alguns sinais que, no consultório, chamam atenção para a possibilidade de espondilite.
Eles ajudam a entender quando a dor pode não ser apenas um problema comum de coluna:

Histórico familiar

A genética pode ter um papel importante.
Ter alguém na família com espondilite anquilosante, inflamação nos olhos (uveíte), psoríase ou doença inflamatória intestinal aumenta a chance de a dor lombar ter origem inflamatória.

Por isso, essas informações costumam ser levadas em conta durante a avaliação médica.

Perguntas que ajudam a orientar a investigação

Observando o padrão da dor ao longo do tempo, algumas perguntas ajudam a perceber quando vale investigar com mais atenção:

  • A dor começou antes dos 40 anos?
  • A dor começou de forma lenta e foi piorando com o tempo?
  • Você tem dor nas costas há mais de 3 meses?
  • Sente que melhora com exercício e piora quando fica parado?
  • Já acordou à noite por causa da dor?
  • Tem rigidez ao acordar que demora a melhorar?
  • Já teve inflamação nos olhos, psoríase ou doença intestinal?
  • Tem alguém na família com doenças parecidas?

Quando esses sinais aparecem juntos, vale olhar para a dor com mais atenção.
Uma avaliação com reumatologista permite entender a causa do problema e decidir o tratamento mais adequado.

A história de um paciente que operou a coluna… mas não precisava

Imagine um homem de 28 anos, saudável, ativo, que começa a sentir uma dor lombar persistente. Ele procura um ortopedista, faz uma ressonância da coluna lombar, e o laudo aponta algumas protusões discais e uma hérnia de disco.

Algo comum, certo?
O tratamento segue o caminho habitual: medicamentos, fisioterapia, repouso… mas a dor continua.

Com o tempo, ele é convencido de que precisa de uma cirurgia de artrodese da coluna — aquele procedimento em que se colocam parafusos e hastes metálicas nas vértebras. E a cirurgia é feita.

Mas a dor persiste. Nada muda.

Dez anos depois, ele passa por uma avaliação mais cuidadosa no nosso ambulatório do Hospital Universitário Walter Cantídio.

As radiografias são claras: ele apresenta sacroiliíte avançada e pontes ósseas entre as vértebras — a clássica coluna em bambu.
O diagnóstico não deixa dúvidas: Espondilite Anquilosante.

Descobrimos, portanto, que o que ele tinha desde o início não era uma hérnia de disco, mas sim uma espondilite anquilosante, uma doença inflamatória que afeta a coluna e as articulações sacroilíacas.

Hoje, com o diagnóstico correto, ele faz uso de medicação biológica anti-TNF e leva uma vida praticamente sem dor.

Mas carrega, para sempre, os metais da artrodese — que talvez nunca tenham sido necessários

Radiografia de um paciente com espondilite anquilosante e artrodese de coluna

Conclusão:

Sua dor tem explicação — e merece cuidado.

Nem toda dor nas costas é causada por má postura, esforço físico ou hérnia de disco. A verdade é que a dor lombar crônica, especialmente em pessoas jovens, precisa ser levada a sério.

✅ Pode ser uma hérnia de disco? Pode.
✅ Pode ser apenas uma lombalgia comum? Também.
✅ Mas pode ser algo muito mais importante — como a espondiloartrite axial, uma doença inflamatória autoimuneque, quando diagnosticada precocemente, tem tratamento eficaz e pode ser controlada com qualidade de vida.

💡 E quanto antes você tiver um diagnóstico correto, mais cedo poderá evitar sequelas, cirurgias desnecessárias e anos de sofrimento.

Se você tem dor que piora em repouso, melhora com movimento, acorda à noite por causa da dor, sente rigidez pela manhã ou tem histórico familiar de doenças autoimunes, não ignore os sinais do seu corpo.

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